Paulista intensifica capacitações sobre autismo com Agentes Comunitários de Saúde

 

Com o objetivo de intensificar a formação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) na identificação de sinais precoces do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças nas comunidades, além de possibilitar que levem os aprendizados da formação para as equipes de trabalho, foi realizada, na manhã desta segunda-feira (6), a capacitação “Identificação precoce de sinais do TEA – Formando Multiplicadores”. A segunda edição do conjunto de capacitações promovidas pela Superintendência de Atenção Especializada da Secretaria de Saúde do município aconteceu na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Paulista (Sinsempa).

Na ocasião, foram discutidos mitos e verdades sobre o TEA, esclarecidas dúvidas, realizadas dinâmicas de grupo e dramatizações (role playing), além de abordados conteúdos sobre a temática pela supervisora da Rede de Saúde Mental Clínica e Institucional do município, a psicóloga Cíntia Portela.

Para a ACS Maria Emília Alexandre de Araújo, da USF Maranguape I B, o encontro foi essencial para esclarecer conceitos e corrigir percepções equivocadas sobre o autismo. “Aprendemos que o autismo não é uma doença, e sim uma condição neurológica que pode ser tratada pela rede de saúde. Também vimos que a criança autista pode ser afetuosa e brincar do seu jeito, mas, como qualquer outra, precisa de disciplina e limites”, afirmou.

De acordo com Kennedy Fernandes, ACS da unidade de Jardim Paulista Baixo I, a formação trouxe novos olhares sobre o acolhimento das famílias. “Aprendemos a agir com empatia e respeito, entendendo que certos comportamentos diferentes podem indicar algo que precisa ser avaliado. Nosso papel é observar, conversar com os pais e orientá-los a procurar a unidade de saúde, para que a criança receba o acompanhamento necessário”, destacou.

A psicóloga Cíntia Portela ressaltou a importância do papel dos agentes na rede municipal. “Os ACS são a porta de entrada da rede de saúde. Por isso, quanto mais preparados estiverem, maiores as chances de identificar precocemente os sinais de TEA. Isso permite que a criança receba um diagnóstico mais rápido e um tratamento adequado, desenvolvendo suas potencialidades e reduzindo as dificuldades trazidas pelo espectro”, explicou.

A diretora de Atenção Especializada, Kerolaine Paiva, reforçou o objetivo das formações e explicou como o processo será conduzido nas unidades. “Os ACS estão sendo capacitados para aplicar formulários de triagem e repassar o conhecimento às equipes. A partir dos dados coletados, os casos suspeitos serão encaminhados para as Unidades Básicas de Saúde, onde médicos, enfermeiros e odontólogos, também capacitados, aplicarão o M-CHAT. Com base no resultado, a criança poderá ser encaminhada a um especialista para diagnóstico e tratamento”, concluiu.

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