Projeto Onírà une serviços públicos e combate ao racismo religioso em Pau Amarelo

A casa de axé Ilê Asé Mejí Olà Opó Ewe, localizada no bairro de Pau Amarelo, recebeu nesta sexta-feira (22) uma nova etapa do projeto Onírà: Cidadania e Saúde nos Terreiros, que leva serviços essenciais até esses locais.

O projeto tem como objetivo principal atender casas de axé que historicamente têm acesso limitado aos serviços públicos ofertados pela gestão municipal.

Durante a ação, foram disponibilizados diversos atendimentos, entre eles marcação para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), inclusão e atualização do Cadastro Único (CadÚnico), encaminhamentos para emissão de segunda via de registro civil, solicitação da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), além de vacinação animal.

O babalorixá Raphael de Ogum celebrou a ação dentro do terreiro e pontuou que a presença da gestão no ambiente permite não só a quebra de paradigmas, mas também mostra que o local não é apenas um lugar para cultos religiosos, mas também uma casa de acolhimento.

“Eu enxergo essa ação no nosso território como algo de grande importância pelo fato de atender as necessidades das pessoas da nossa comunidade em fazer suas documentações. Além disso, a ação serve para quebrar esse tabu de que a nossa religião não é do bem. Nossa religião é da paz, do amor. Somos todos humildes, estamos sempre dispostos a ajudar as pessoas”, afirmou.

Para Edson, babá-gasalá do Ilê Asé Mejí Olà Opó Ewe, a iniciativa reforça o papel social desempenhado pelas casas de terreiro junto à população.

“É um momento de grande valia para nós da comunidade de terreiro, principalmente nós que fazemos parte do Ilê Asé Mejí Olà Opó Ewe. É como eu costumo dizer, aqui não é só uma casa de terreiro, é uma casa de acolhimento onde acolhemos todas as pessoas, independentemente de credo, cor ou religião. Nós estamos aqui para servir”, concluiu.

Para o diretor de Igualdade Racial da Prefeitura do Paulista, André Luiz, a iniciativa foi criada para aproximar as comunidades tradicionais das políticas públicas e enfrentar práticas discriminatórias ainda presentes na sociedade.

“O projeto tem como meta desburocratizar os serviços e desmistificar esse racismo religioso que, infelizmente, ainda é tão latente na sociedade. Então, muitas pessoas do Candomblé, da Umbanda e da Jurema ainda têm receio de acessar os serviços públicos, temendo serem maltratadas. O Onírà visa quebrar essa barreira e cumprir nosso papel institucional”, completou.

Foto: Juan Marvin / SEI

 

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