Paulista identifica mais um ninho de tartaruga marinha na Praia de Enseadinha, no Janga

 

Com o objetivo de promover a proteção, conservação e recuperação das populações de tartarugas marinhas bem como dos habitats dos quais dependem, a Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), realiza monitoramentos semanais na orla do município. Nesta segunda-feira (12), o órgão identificou e delimitou mais um ninho de tartarugas marinhas na Praia de Enseadinha, no Janga.

O ninho encontrado na localidade é o sexto da temporada 2025-2026 e soma-se ao primeiro identificado em Maria Farinha, na última sexta-feira (9). A desova, que marca o período reprodutivo no litoral do município, permanecerá sob monitoramento técnico até o nascimento dos filhotes, que pode variar de 45 a 60 dias.

A Praia de Enseadinha, em Paulista, é considerada um importante berçário natural de tartarugas marinhas, reconhecido por lei municipal que trata da preservação e do manejo adequado das áreas de desova e nascimento desses animais ameaçados de extinção. No local ocorre, além das desovas, frequentes nascimentos de espécies como a tartaruga-de-pente e a tartaruga-oliva.

A diretora ambiental do Núcleo de Sustentabilidade da SEMMA, Rayza Brasileiro, ressalta que das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo, cinco delas são encontradas no Brasil e quatro delas no litoral do município, o que torna o monitoramento fundamental para a preservação desses animais. Entre as espécies estão a Tartaruga verde (Chelonia mydas), Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) e Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea).

“Quando os ovos enterrados eclodem, essas tartaruguinhas podem levar até três dias para subir à superfície da areia e, quando isso acontece, ela segue a luminosidade do sol ou o reflexo da lua nas águas para alcançar o mar. Por isso, a importância de realizar o monitoramento e também contar com a colaboração de voluntários e de toda população, pois esses filhotes podem se guiar pela luz artificial dos arredores, se perder, ficarem presos na vegetação ou seguir em direção à pista, chegando a ser atropelados”, explica.

O comerciante Amaro Paulino de Oliveira, de 65 anos, responsável por um dos bares localizados na orla, destaca a importância de compartilhar informações para uma melhor preservação do meio ambiente. “Nós somos voluntários aqui e sempre comunicamos ao pessoal da SEMMA quando avistamos tartarugas fazendo a desova. Sempre explicamos também à equipe que trabalha conosco como devemos proceder. Houve um período em que ocorreu a desova bem em frente ao nosso bar, ao lado das cadeiras dos banhistas, e cercamos o local”, relatou.

A Semma reforça que, ao presenciar uma tartaruga desovando, é essencial manter distância, não tocá-la, evitar lanternas ou flashes com luz branca em direção ao rosto do animal e informar o ocorrido por meio do número do WhatsApp (81) 99836-9947 ou informar à Guarda Civil Municipal, através do número 153.

Fotos: Flávio Alves/SEI

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