Por Geraldo Moreira
A Prefeitura do Paulista segue avançando nas obras de contenção de encostas e de infraestrutura preventiva em áreas de risco do município. As intervenções são acompanhadas de perto por técnicos da Defesa Civil Municipal e fazem parte das ações previstas no Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), coordenado pela Secretaria de Segurança, Mobilidade e Defesa Civil.
As intervenções seguem as diretrizes do PMRR, atualizado com base no levantamento realizado em abril deste ano pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). O estudo identificou 12 setores com maior suscetibilidade a deslizamentos no município, servindo de base para a definição das intervenções prioritárias.
Uma das localidades contempladas é a Rua Professor Antônio Teodósio, conhecida como Rua Projetada, no bairro da Mirueira. No local, os serviços de estabilização da barreira seguem em execução, com o objetivo de reduzir os riscos para as famílias que convivem, há anos, com a possibilidade de deslizamentos, principalmente durante o período chuvoso.
As intervenções contemplam as ruas Professor Antônio Teodósio, na Mirueira, e Surubim, em Arthur Lundgren I, e somam investimento de R$ 7,45 milhões. Os recursos são provenientes de uma parceria entre a Prefeitura do Paulista, o Governo de Pernambuco e o Governo Federal, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
Moradora da Rua Projetada há vários anos, a autônoma Maria Irani, de 56 anos, destacou a emoção ao acompanhar o avanço das obras.
“Essa obra era muito esperada por todos nós. Quando digo que esperei pouco tempo, esse ‘pouco tempo’ foram 15 anos. A gente aguardava por isso há muito tempo e fiquei emocionada ao ver que finalmente está acontecendo”, afirmou.
De acordo com o engenheiro Márcio Godofredo, responsável técnico pelo consórcio executor da obra, o processo de estabilização segue rigorosos critérios de engenharia geotécnica para garantir a segurança da encosta.
“O projeto foi desenvolvido com base em estudos de estabilidade. As perfurações são feitas conforme o dimensionamento técnico e, após a instalação dos tirantes, realizamos a injeção de cimento, que promove a estabilização do solo. Depois dessa etapa, fazemos a limpeza da área e instalamos a tela de contenção. Mantidas as condições climáticas favoráveis, a previsão é concluir os trabalhos antes do mês de novembro”, explicou Márcio Godofredo.
O engenheiro ressaltou que obras de geotecnia podem sofrer ajustes durante a execução devido às características naturais do subsolo.
“Durante as perfurações, podemos encontrar formações rochosas que exigem equipamentos específicos, o que pode alterar o ritmo dos serviços. Além disso, as chuvas interferem diretamente na execução. Mesmo assim, estamos mantendo o planejamento das frentes de trabalho, inclusive na Rua Surubim, para cumprir o cronograma estabelecido”, concluiu.
Fotos: João Gonçalves / SEI







