Por Geraldo Moreira
Moradores da comunidade Vila Avilã, no bairro de Arthur Lundgren II, em Paulista, acionaram a Secretaria de Saúde do município para a ocorrência de uma infestação de caramujos africanos, considerados pragas urbanas e potenciais transmissores de doenças graves, como angiostrongilíase abdominal e meningite eosinofílica.
Segundo moradores da comunidade, a presença dos caramujos africanos vem aumentando na região nos últimos dias, gerando preocupação entre os residentes. Após receber as denúncias, a Secretaria de Saúde do Paulista enviou equipes da Vigilância Ambiental ao local para realizar uma vistoria, orientar a população e iniciar o acompanhamento da situação para conter a proliferação da espécie.
A Superintendente de Vigilância em Saúde do município, Silvia Vasco, reforçou a importância da participação da população no combate às pragas urbanas e destacou os cuidados necessários para evitar acidentes e contaminações.
“É fundamental que a população evite o contato direto com o caramujo africano e com animais peçonhentos, como escorpiões e cobras. Ao identificar qualquer foco, o morador deve acionar imediatamente a Vigilância Ambiental para que possamos realizar a orientação e o manejo adequado”, afirmou Silvia Vasco.
A Vigilância Ambiental orienta que, ao encontrar escorpiões, cobras ou caramujos africanos, os moradores não tentem capturar os animais sem proteção apropriada.
No caso dos escorpiões, a recomendação é manter os ambientes limpos e livres de entulhos, folhas, madeiras, restos de materiais de construção e lixo, locais que costumam servir de abrigo para esses animais. Também é importante vedar ralos, frestas e manter quintais organizados.
“A prevenção começa dentro de casa. Ambientes limpos e organizados ajudam a reduzir significativamente o aparecimento de escorpiões e outros animais peçonhentos”, destacou Silvia Vasco.
Em relação às cobras, a orientação é não tentar matar ou capturar o animal. O ideal é manter distância, afastar crianças e animais domésticos do local e comunicar imediatamente a equipe responsável para que seja feita a remoção segura.
Já no caso do caramujo africano, caso seja necessário recolher os animais, a pessoa deve utilizar luvas ou sacos plásticos nas mãos, armazená-los em recipientes fechados e buscar orientação da Vigilância Ambiental sobre o descarte correto.
“Os caramujos não devem ser descartados em terrenos, canais ou no lixo comum sem orientação técnica, porque isso contribui para a proliferação da espécie e aumenta os riscos à saúde pública”, alertou a superintendente.
A população pode solicitar visitas técnicas e receber orientações da Vigilância Ambiental do município através do número (81) 9.9943-8878, disponível via WhatsApp.
Em situações de acidentes com animais peçonhentos, a recomendação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para atendimento médico.
Fotos: Juan Marvin / SEI
