Por Geraldo Moreira
Após as fortes chuvas registradas no início do mês de maio, a Defesa Civil de Pernambuco iniciou uma série de vistorias técnicas nos municípios afetados por alagamentos, inundações, deslizamentos de encostas e danos à infraestrutura. A medida ocorre após o Governo de Pernambuco decretar situação de emergência em 27 municípios atingidos, por meio do Decreto nº 60.542, incluindo Paulista, com o objetivo de agilizar o suporte às cidades e viabilizar a captação de recursos estaduais e federais.
De acordo com o técnico da Defesa Civil do Estado, sargento Emerson Francisco, as equipes estão atuando diretamente nas áreas mais impactadas para mapear os danos e subsidiar a elaboração de relatórios técnicos. “Muitos municípios no Estado foram afetados, com alagamentos, inundações, deslizamentos de encostas e danos à infraestrutura. A Defesa Civil está indo aos locais atingidos para fazer esse levantamento junto com a prefeitura e a equipe local, para que seja possível entender toda a dimensão do problema e viabilizar o acesso a recursos, inclusive do Governo Federal”, explicou.
Segundo ele, o trabalho inclui a produção de documentação detalhada que será encaminhada ao Estado e, posteriormente, à Defesa Civil Nacional. “Esse levantamento vai gerar toda a documentação técnica que será levada ao Governo do Estado, que por sua vez dará suporte ao processo de solicitação de recursos federais. Já há apoio estadual sendo oferecido, mas quando se trata de obras estruturais maiores, é necessário também o apoio da União”, destacou.
As equipes técnicas da Prefeitura do Paulista e do Governo do Estado contam com engenheiros e utilizam drones para ampliar a precisão das análises.
O secretário de Mobilidade, Segurança Cidadã e Defesa Civil do Paulista, Ricardo Medeiros, ressaltou a importância da atuação integrada entre os entes públicos. “Esse acompanhamento do Governo do Estado demonstra a interação com o município e também com o Governo Federal. Todas essas informações vão alimentar o S2ID, sistema da Defesa Civil Nacional, que subsidia a análise e a liberação de recursos para reestruturação das áreas atingidas”, afirmou.
Ainda segundo o secretário, os principais pontos críticos já estão sendo monitorados, incluindo áreas afetadas pela queda de pontes nos rios Paratibe e Maranguape. “Hoje estamos visitando oito pontos mais críticos, mas desde o início das chuvas estamos realizando vistorias em todo o município. Além disso, temos outros locais menores que continuarão sendo monitorados”, explicou.
No campo da assistência social, o município já contabiliza prejuízos habitacionais. “Tivemos a perda de oito casas, deixando oito famílias desabrigadas. Estamos trabalhando para garantir recursos que possibilitem a reconstrução dessas moradias, seja no mesmo local ou em outra área segura, após análise técnica”, disse Medeiros.
Em relação à liberação de recursos, o processo depende da aprovação dos relatórios técnicos pelos órgãos competentes. Após essa etapa, os valores são repassados ao município, que deve realizar os processos licitatórios para execução das obras. “Com a aprovação dos projetos, o recurso pode ser liberado em cerca de 15 dias. A partir daí, a prefeitura inicia o processo de licitação para contratação das empresas responsáveis pelas obras”, explicou o secretário.
A expectativa, segundo Medeiros, é que todo o processo ocorra com a maior rapidez possível, diante da urgência das famílias afetadas. “Tudo precisa ser feito com agilidade, e é por isso que o Governo do Estado decretou situação de emergência em municípios afetados, incluindo Paulista”, concluiu.
Fotos: Juan Marvin / Fabiano Alves













