Secretaria da Mulher do Paulista promove ação de cuidado e atendimento para mães atípicas

Por Fiamma Lira

A Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria da Mulher, realizou nesta quarta-feira (15), no Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente do Município, uma ação especial voltada ao cuidado de mães atípicas de filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa, intitulada “Juntos pela Inclusão”, contou com a parceria das Secretarias de Saúde e de Desenvolvimento Social, além da ONG Juntos pela Inclusão PCD.

Durante a ação, foram ofertados diversos serviços gratuitos, incluindo atendimento ginecológico, exame de citologia (preventivo), vacinação, cadastro e atualização do CadÚnico, regulação de exames e consultas, atualização do Cartão do SUS, além de atendimentos sociais e orientações. A ação também contemplou serviços voltados às demandas das famílias atendidas.

A programação também incluiu práticas integrativas de saúde, voltadas ao bem-estar físico e psicossocial, e a emissão de documentos como a Carteira de Identificação da Pessoa com TEA (CIPTEA), certidão de nascimento e RG.

De acordo com a assistente social da Secretaria da Mulher, Isabella Cordeiro, o objetivo da iniciativa é facilitar o acesso a serviços essenciais em um único espaço. “O objetivo é oferecer acesso facilitado a serviços de saúde, assistência e bem-estar em um único local”, declarou Isabella Cordeiro.

A reguladora da Secretaria de Saúde, Sabrina Bandeira, destacou a importância de incluir essas mães na rede de cuidado. “Quem cuida também precisa ser cuidado”, ressaltou.

Já a presidente da ONG Juntos pela Inclusão PCD, Cristiane Oliveira, reforçou a importância do cuidado físico e psicossocial direcionado às mães de pessoas com deficiência. “A instituição cuida dessa mulher no sentido amplo. E a gente desenvolve ações, projetos e programas que acolham o filho dela”, destacou.

Entre as participantes, a dona de casa Danielle Marcelino, de 37 anos, mãe de dois filhos com TEA, procurou atendimento ginecológico e auriculoterapia. Para ela, a ação representa acolhimento e oportunidade. “A gente se sente mais acolhida e sempre quando tem essas oportunidades, eu aproveito”, afirmou.

Ana Roberta Alves, de 41 anos, mãe de 4 filhos com TEA, também destacou a relevância da ação após receber atendimento médico. “Esse projeto é muito importante porque não tenho como cuidar de mim sem ajuda”, desabafou.

Foto: Juan Marvin/SEI

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