Por Cátia Oliveira
A Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), a partir de seu Núcleo de Mudanças Climáticas, participou do Encontro Inter-religioso: “Nossa Fé contra a Desinformação Climática”, realizado no último sábado (16), em parceria com o Governo de Pernambuco. A atividade ocorreu no auditório da Secretaria da Mulher do Estado, no bairro do Recife.
Representando a gestão municipal, a coordenadora do Núcleo de Mudanças Climáticas e analista ambiental da SEMMA, Bruna Maldonado, participou das discussões a convite de Rayana Burgos, integrante da Rede de Terreiros Pelo Meio Ambiente.
O encontro reuniu representantes de diferentes religiões para debater o papel da fé e das comunidades religiosas no enfrentamento à desinformação sobre as mudanças climáticas. Durante a programação, foram abordadas formas de identificar notícias falsas, estratégias de combate à desinformação e reflexões sobre gênero e questões sociais relacionadas às emergências climáticas.
Durante sua participação, a coordenadora do Núcleo de Mudanças Climáticas destacou que os impactos das mudanças do clima atingem toda a população, contudo, de maneira desigual, afetando principalmente grupos em situação de vulnerabilidade social.
“Os impactos das mudanças climáticas são sentidos por todos nós, em todos os lugares, mas de formas diferentes. E as mulheres são as que mais sofrem esses impactos. Quando verificamos aspectos sociais e econômicos, percebemos que mulheres pretas, pobres e vítimas de violência doméstica são as mais afetadas pelos danos ambientais causados por estas mudanças e seus eventos extremos”, ressaltou Maldonado.
A coordenadora também enfatizou a importância da integração entre as políticas ambientais e sociais no município.
“Quando criamos o Núcleo de Mudanças Climáticas, no ano passado, definimos como prioridade a construção de ações em conjunto com as Secretarias Municipais da Mulher e de Políticas Sociais, justamente para alcançar quem sofre diretamente as consequências das mudanças do clima. Não é possível falar em justiça ambiental sem incluir mulheres em situação de vulnerabilidade”, concluiu.
Fotos: Cortesia SEMMA









