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Sala Verde promove diálogo sobre erosão costeira, mudanças climáticas e conservação das praias do Paulista

Por Maiara Cavalcanti

A Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (SEMMA), realizou nesta quinta-feira (10), na Sala Verde, um momento de formação e diálogo com integrantes da Associação Comunitária de Turismo e Desenvolvimento Sustentável de Maria Farinha (ACTUR). Com o tema “Praia em transformação: erosão costeira, mudanças climáticas e conservação da vida marinha no Paulista”, o encontro promoveu a troca de conhecimentos sobre as transformações do litoral e os desafios para a conservação ambiental.

A atividade abordou temas como erosão costeira, mudanças climáticas, conservação da biodiversidade marinha e a importância das praias para a população. O encontro também apresentou o Projeto de Monitoramento e Conservação das Tartarugas Marinhas Paulista–PE, iniciativa que acompanha as praias do município e registra ocorrências relacionadas à reprodução, aos encalhes e a outras situações envolvendo as tartarugas marinhas e o ambiente costeiro.

De acordo com a bióloga e diretora do Núcleo de Sustentabilidade Urbana (NSU), Rayza Brasileiro, a formação integra a programação anual da Sala Verde, espaço cadastrado no Ministério do Meio Ambiente e voltado à educação ambiental e à aproximação da população com as questões relacionadas ao meio ambiente.

“A Sala Verde já tem uma programação anual, onde temos formações com associações, com professores, rodas de conversa e visitações. É um espaço aberto para os munícipes e para as escolas. De fato, é um espaço para a educação ambiental, onde aproxima as pessoas ao meio ambiente”, explicou.

A escolha da ACTUR para participar da formação também está relacionada à aproximação construída entre a Associação e a Secretaria de Meio Ambiente a partir de ações realizadas na região de Maria Farinha e do trabalho de monitoramento das tartarugas marinhas no litoral do município.

Segundo Rayza, além de compartilhar informações sobre as questões ambientais, o encontro teve como objetivo ouvir as experiências de quem vive próximo ao litoral e acompanha diretamente as mudanças ocorridas na região.

“Hoje é um espaço também de escuta. A maioria deles reside propriamente em Maria Farinha. Quem está mais próximo ao litoral consegue ver as mudanças climáticas com mais facilidade, porque pela tábua de maré, consegue perceber o movimento dessa maré e a erosão costeira, que é aquela erosão da areia da praia”, destacou.

Para o vice-diretor da Associação, José Eduardo, a participação na formação representa uma oportunidade para ampliar o conhecimento e fortalecer as ações desenvolvidas em Maria Farinha. O primeiro contato com a equipe ambiental do município ocorreu durante uma ação realizada no Janga.

“A gente fez esse contato para estar aqui, para poder ter um conhecimento melhor e também poder colaborar, principalmente em Maria Farinha, na proteção das tartarugas e de toda a natureza”, afirmou.

A Associação atua em diferentes frentes. Entre as iniciativas estão ações voltadas ao desenvolvimento turístico local, reciclagem e sustentabilidade, incluindo uma horta comunitária. O grupo também desenvolve atividades de caráter social, com parcerias para atendimento jurídico e de saúde à população.

José Eduardo, que chegou a Maria Farinha há cerca de nove meses, contou que passou a conhecer melhor as questões ambientais da região após se estabelecer no município. Missionário de uma congregação católica, ele relata que atua há 36 anos em trabalhos voluntários e sociais em diferentes locais.

O contato com o trabalho de conservação das tartarugas marinhas também foi ampliado a partir da convivência com moradores e integrantes da Associação. Segundo José Eduardo, a intenção agora é buscar mais conhecimento para contribuir com a preservação ambiental da região.

“Eu sabia que já tinha um grupo de ambientalistas que fazia um trabalho junto da restinga, do mangue, mas sobre as tartarugas eu fiquei sabendo só depois que comecei a morar em Maria Farinha. A gente está buscando um conhecimento maior para poder estar ajudando na conservação”, ressaltou.

A formação reforça a importância da participação da comunidade na identificação das transformações do litoral e na construção de estratégias de conservação. A proposta da Sala Verde é justamente aproximar o conhecimento técnico e científico das experiências vivenciadas pelos moradores, valorizando a observação cotidiana do território.

Fotos: Chico Peixoto/SEI

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