Por Maiara Cavalcanti
A Prefeitura do Paulista, em parceria com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e os cartórios de registro civil do município, realizou nesta quinta-feira (03) mais uma edição do Casamento Coletivo. A cerimônia aconteceu no Clube Municipal do Paulista, no bairro do Nobre, e reuniu 127 casais que oficializaram suas uniões de forma gratuita.
A iniciativa foi realizada por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Política sobre Drogas, Direitos Humanos e Juventude, em parceria com o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e também com os cartórios de registro civil do Janga, de Paratibe e da Sede, este último localizado no Shopping North Way. Foram disponibilizadas 60 vagas para cada cartório, totalizando 180 vagas.
Para a secretária Jeieli Santos, o casamento coletivo representa uma ação de cidadania, inclusão e dignidade para os casais participantes.
“O casamento coletivo é uma iniciativa que promove cidadania, inclusão e dignidade, proporcionando a muitos casais a oportunidade de oficializar sua união e celebrar esse momento tão único ao lado de familiares e amigos”, destacou.
A gestora do Cejusc, Ana Carla, explicou que a ação acontece anualmente no município e é realizada de forma conjunta pelo Tribunal de Justiça, cartórios e Prefeitura.
“A iniciativa visa promover cidadania e garantir direitos, principalmente para fins previdenciários. Muitos casais vivem em união, mas não formalizaram ainda. Então tudo é oferecido gratuitamente pelo Tribunal de Justiça e parceiros envolvidos no evento”, afirmou.
A juíza de Direito do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Luzicleide Maria Muniz Vasconcelos, também destacou a importância da iniciativa para a promoção da cidadania e para a formalização das relações familiares.
“É nessas atividades que você vê a promoção da cidadania, porque muitas das pessoas que estão aqui já tinham uma convivência como casal. Com a certidão de casamento, essa relação passa a ser revestida de legalidade para vários aspectos da vida em sociedade”, ressaltou.
Entre os 127 casais participantes, três eram casais homoafetivos: dois vinculados ao Cartório da Sede e um ao Cartório do Janga. A cerimônia reuniu diferentes histórias e trajetórias de casais que escolheram o momento para oficializar suas uniões.
Entre eles estavam Maria Eduarda, de 22 anos, recepcionista, e Stephany Victoria, de 21 anos, auxiliar de serviços gerais. Moradoras de Jaguarana, as duas estão juntas há oito meses e decidiram oficializar a união pouco tempo após o início do relacionamento.
Para elas, o casamento coletivo representa a concretização de um sonho que começou desde os primeiros momentos da relação.
“É uma experiência inexplicável, porque já era uma coisa que a gente queria. Praticamente a gente não teve namoro, já foi um casamento. A gente ficou e o pedido já foi de casamento, e já fomos morar juntas. Hoje está realmente sendo só para oficializar. Então, está sendo um sonho para a gente”, contou Maria Eduarda.
O casal também falou sobre a importância do apoio das famílias. Segundo Stephany, tanto a família dela quanto a de Maria Eduarda acolheram o relacionamento.
“Minha família e a dela nos apoiaram. Eu me assumi com 12 anos de idade, então sempre tive certeza do que eu queria e estou certa do que eu quero, que é o casamento”, afirmou.
A cerimônia também marcou a oficialização da união do motorista Letácio Antônio, de 60 anos, e da comerciante Mirleide Batista, de 48 anos. Moradores de Paratibe, os dois estão juntos há 17 anos e aproveitaram a oportunidade para formalizar a união.
Ao serem questionados sobre o significado daquele momento, Mirleide resumiu o sentimento em poucas palavras: “É um sonho realizado, poder formalizar um compromisso que a gente vai levar pro resto da vida”.
Fotos: Chico Peixoto / SEI












