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Paulista realiza 3ª edição da Feira de Artesãos 60+

A Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Políticas Sobre Drogas e Direitos Humanos, realiza nesta quinta (5) e sexta-feira (6), a 3ª edição da Feira de Artesãos 60+. O evento acontece em frente à Igreja de Santa Isabel, no Centro, e foca na inclusão da população idosa, complementando a renda e fortalecendo os vínculos sociais. Também estão sendo ofertados massoterapia, corte de cabelo feminino e vacinas contra hepatite e tétano. 

 

O diretor da Pessoa Idosa, Joel Ferreira, destacou a consolidação da iniciativa. “Nesta terceira edição, já percebemos uma aceitação maior tanto das artesãs quanto do público. As pessoas estão abraçando o projeto, que garante 100% da lucratividade para os participantes e também funciona como um espaço de pertencimento, já que esse ainda é um grupo muitas vezes invisibilizado pela sociedade”, afirmou.

 

Ferreira também explicou que a feira integra o planejamento de longo prazo da política municipal voltada ao público idoso. “Estamos trabalhando isso dentro do Plano Municipal da Pessoa Idosa, com a perspectiva de transformar a feira em uma lei municipal, garantindo sua continuidade independentemente de mudanças de gestão e fortalecendo o calendário festivo da cidade”, completou.

 

Segundo a secretária de Desenvolvimento Social, Amanda de Ramos, a iniciativa apresenta avanços visíveis desde a primeira edição. “Hoje, nesta feira, já vejo um formato muito mais robusto, mais bonito e mais alegre. Na primeira vez, ainda estávamos ensaiando, dando os primeiros passos, e agora é visível o quanto o projeto amadureceu. Além de movimentar o comércio local, a feira cria oportunidades reais para que as pessoas 60+ empreendam e socializem”, declarou.     

 

Para a dona de casa Claudete Francisca, de 60 anos, que é usuária do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) II, as atividades desenvolvidas nos CRAS tiveram impacto direto na sua saúde mental. “Eu estava passando por um caso de depressão e encontrei aqui um ótimo remédio. Fiz novas amizades que eu quero levar para o resto da vida”, afirmou. 

 

“Muitas vezes a gente adoece porque se isola. Nos CRAS e nos Centros de Convivência, existem oportunidades de estar com outras pessoas e aprender coisas novas. Precisamos buscar o que nos diverte e faz bem. Lá, eu encontrei esse apoio. Estou muito feliz e pretendo ficar por lá por bastante tempo”, complementou a dona de casa. 

 

Fotos: João Gonçalves / SEI

 

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