A Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, sediou nesta segunda-feira (25), no auditório do Centro Administrativo, em Maranguape I, um ciclo de palestras voltado ao enfrentamento da violência contra crianças, adolescentes e mulheres. A iniciativa foi promovida pela Associação Juntos Pela Inclusão PCD e reuniu profissionais das áreas de saúde, assistência social, educação e direitos humanos, além de mães atípicas, com o objetivo de fortalecer a rede de proteção no município.
A programação integrou as ações alusivas ao 18 de Maio, data nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. As atividades foram divididas em dois momentos: pela manhã, com foco na proteção da infância e adolescência, e à tarde, abordando temas relacionados ao acolhimento de mulheres em situação de violência, saúde mental e sexualidade.
Durante a abertura, a diretora de projetos da Associação Juntos Pela Inclusão PCD, Vitória Oliveira, destacou a atuação da entidade no apoio a pessoas com deficiência, mães e cuidadores atípicos. Segundo ela, a associação desenvolve ações de capacitação, formação continuada, orientação sobre direitos e articulação com órgãos públicos.
“O objetivo dessa formação é fortalecer a rede de apoio e proteção, garantindo que os profissionais consigam identificar situações de violência e atuar de forma humanizada, evitando a revitimização”, afirmou.
A formação contou com a participação de Isabela Andrade, agente de Medicina Legal da Polícia Civil, biomédica, pesquisadora e doutora, que atua no setor de Traumatologia e Sexologia Forense da Gerência de Polícia Científica da Mata Norte. Em sua palestra, ela chamou atenção para a subnotificação dos casos de abuso sexual e ressaltou a importância da atuação integrada entre os serviços de proteção:
“A infância está em alerta. Precisamos garantir que nossas crianças possam crescer com segurança, saúde e dignidade. Quando falamos em violência, não tratamos apenas dos danos físicos, mas também das consequências emocionais e psicológicas que acompanham essas vítimas ao longo da vida”, afirmou.
A agente comunitária de saúde da Unidade de Saúde da Família (USF) Elzanir Ferreira, em Paratibe, e diretora do grupo Mães Atípicas do Paulista, Adenize Bosco, enfatizou a relevância da capacitação para profissionais e familiares. “Nosso trabalho é observar, comunicar e orientar. Muitas vezes somos os primeiros a perceber quando algo não está bem dentro da comunidade. A formação ajuda a identificar sinais e comportamentos que podem indicar situações de violência”, acrescentou.
Já a presidente da Associação Juntos Pela Inclusão, Cristiana Oliveira, reforçou que a informação é uma ferramenta essencial no combate à violência. “Muitas pessoas ainda não conseguem identificar o que caracteriza uma violência. Fortalecer essa rede de apoio e proteção é fundamental para garantir segurança às crianças e adolescentes.”
Segundo Cristiana, a iniciativa também amplia o debate sobre crianças com deficiência que enfrentam dificuldades de comunicação e, por isso, podem ter mais dificuldade para denunciar abusos.
Entre os convidados, o Superintendente de Direitos Humanos, Kléber Pyrrho; a diretora da Criança e do Adolescente municipal Cilene Costa; a conselheira do Conselho Municipal de Saúde e vice-presidente da Associação Juntos Pela Inclusão, Vera Arruda, além das vereadoras Suzy Racinha e Fernanda de Edinho.
Fotos: João Gonçalves e Renata Luna /SEI








