Mutirão para identificar e atender crianças com TEA segue, esta semana, na policlínica José Correia Mandu, dobrando número de consultas

Por Cátia Oliveira

Na tarde da terça-feira (29), a Secretaria de Saúde do Paulista, deu continuidade na Policlínica José Correia Mandu, em Maranguape II, a mais uma ação do conjunto de mutirões que visam dar celeridade à fila de espera formada por crianças atípicas, tanto para receber um diagnóstico como seguir para tratamento. A atividade contou com a participação da secretária de saúde do município, Sônia Arruda, que na ocasião, destacou a ampliação do número de atendimentos do mutirão para 30 consultas, com a inclusão de mais um psiquiatra na ação desta terça.

A mãe de Davi Lucas, de 9 anos, Dayana Dias Silva, de 33 anos, moradora do Sítio do Fragoso, que antes do nascimento do filho trabalhava como auxiliar administrativo em uma escola, felicitou o mutirão que ligou para as famílias de crianças atípicas, a partir dos centros de acolhimento responsáveis por realizaram triagem para os atendimentos, entre eles, o Centro Integrado de Habilitação e Reabilitação Criança Feliz.

“A última consulta que meu filho fez com um psiquiatra foi em setembro do ano passado e não conseguimos marcar uma outra para renovar a receita da medicação dele. Eu mesma tive que ir reduzindo os medicamentos dele, enquanto não encontrávamos médico. Até mesmo a escola que ele estuda já tinha me pedido para levá-lo ao atendimento psiquiátrico, pois precisavam dar andamento a ações específicas a partir de um laudo. Aí, ligaram para mim, semana passada, para avisar que iria ter esse mutirão; disse: ‘ai meu Deus do céu, dessa vez vai sair; que alívio, né?’ Chega me deu uma alegria”, comemorou a mãe de Davi Lucas.

Miguel, de 12 anos, que fazia oficina de arte, motricidade, além de música no Centro Integrado de Habilitação e Reabilitação Criança Feliz, também foi uma das crianças que aguardava, há 2 anos, por atendimento psiquiátrico. Sua mãe, Gilaine Nascimento Silva, 46, descobriu a condição do filho quando o garoto tinha 5 anos de idade. A mãe de Miguel, que já trabalhou como técnica de enfermagem, felicitou a ação, contando que precisava se deslocar ao Recife para o filho realizar atendimento neurológico, no Hospital Oswaldo Cruz. “Ligaram falando que estava marcado para o psiquiatra fazer uma avaliação com Miguel. Foi uma felicidade muito grande, porque a luta é grande. Somente agora eu consegui uma fono, pois Miguel não fala, faltava o psiquiatra”, ressaltou.

Demanda reprimida

De acordo com a secretária de Saúde do Paulista, Sônia Arruda, a proposta dos mutirões passa a desempenhar importante papel frente à demanda encontrada no município. “Esses mutirões visam atender uma demanda reprimida, identificada no município, de quase 600 crianças sem diagnóstico. Algumas supostamente têm Transtorno do Espectro Autista (TEA), outras podem não ter e apresentar Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno Opositor Desafiador (TOD), entre outras condições. Então, a partir destes atendimentos especializados, feitos por psiquiatras do nosso município, vamos poder melhor direcionar as crianças, quer seja para o Centro de Atenção Psicossocial infantil (CAPSI), tratamento ambulatorial ou para outros centros de acolhimento”, explicou a secretária.

A gestora ressaltou ainda a importância dos investimentos nesta pauta. “Graças aos investimentos do prefeito Severino Ramos voltados à pauta do TEA, juntamente com as propostas pactuadas com o Governo Federal, a equipe está conseguindo fazer um novo desenho de atendimento e expansão dos serviços para melhor atender a população”, concluiu.

A ação dos mutirões, iniciada na Policlínica Josino Guerra, em Maranguape I, e na Policlínica José Correia Mandu, em Maranguape II, seguirá para as policlínicas William Nascimento da Silva, no Janga, e, na sequência, para a Policlínica Hélio Inácio, em Jardim Paulista Baixo.

Fotos: Cátia Oliveira

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