Em Paulista, bairro de Pau Amarelo recebe a “Àṣẹ Porã: Cidadania & Saúde nos Terreiros”

Com o propósito de valorizar o papel social dos povos tradicionais de terreiro, reconhecendo esses espaços como territórios de cuidado, acolhimento e organização comunitária, a Prefeitura do Paulista realiza, nesta quarta-feira (23), das 9h às 15h, a primeira ação da iniciativa Àṣẹ Porã: Cidadania & Saúde nos Terreiros 2025. Desta vez, as ações acontecem no Ilê Axé Oyá T’ogum, localizado na Rua Paranatama, nº 350, bairro de Pau Amarelo.

A programação inclui uma série de serviços gratuitos voltados à promoção da saúde e da cidadania. Estarão disponíveis atendimentos como aferição de pressão arterial, teste de glicemia, vacinação, auriculoterapia, vacinação de animais domésticos, cadastro no CadÚnico, orientações jurídicas, emissão do formulário do Vem Livre Acesso para pessoas com deficiência, cadastro da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista  (CIPTEA).

A iniciativa é da Secretaria de Desenvolvimento Social, Políticas Sobre Drogas e Direitos Humanos, através da Superintendência de Direitos Humanos e da Diretoria de Políticas Públicas e Promoção da Igualdade Racial e do Conselho de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do Paulista (CMPPIR/PAULISTA). Em parceria com a Secretaria de Saúde. A proposta visa ampliar o diálogo entre o poder público e as comunidades de religiões de matriz africana e afroindígena, além de combater todas as formas de intolerância religiosa, fortalecendo a presença do Estado em territórios tradicionalmente marginalizados.

Para o superintendente de Direitos Humanos, Kleber Pyrrho, a iniciativa é uma forma concreta de levar políticas públicas para espaços que historicamente foram invisibilizados. “Os terreiros são lugares de resistência cultural, religiosa e comunitária. Ao entrar nesses territórios com serviços essenciais, reafirmamos o compromisso da gestão com os direitos humanos, com a equidade e com o respeito à diversidade”, afirmou.

Já o diretor de Políticas Públicas e Promoção da Igualdade Racial, Raffa Santos, destacou a importância de iniciativas como essa na luta por dignidade e reconhecimento dos povos de terreiro.

“Como diretor que também é parte dessas tradições, afirmo com orgulho que este é mais do que um ato de cidadania, é um gesto de reparação. O terreiro é um espaço de cura, de fé e de pertencimento. Quando a gestão se faz presente de forma respeitosa e colaborativa, ele fortalece não só a política pública, mas também os laços de confiança com a população que há séculos resiste. Estamos aqui para escutar, cuidar e caminhar junto”, ressaltou.

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