Bloco Se Me Chamar Eu Vou anima o bairro de Maria Farinha

Se chamar, eles vão, e foram com energia, sorriso e disposição. Assim amanheceu o bairro de Maria Farinha, em Paulista, nesta quarta-feira (11), ao som do Bloco “Se Me Chamar Eu Vou”, que tomou as ruas logo cedo, reunindo dezenas de foliões, principalmente integrantes dos Programas Saúde em Movimento e Academia da Saúde, dos polos Maria Farinha e Nossa Senhora da Conceição.

 

Em seu primeiro ano, a agremiação já mostrou força e propósito. Voltado especialmente para a população idosa, o bloco nasceu com a missão de estimular saúde, bem-estar e socialização durante o período carnavalesco, a exemplo do que já acontece em outros polos do município, com iniciativas como As Poderosas do Janga e o Acorda Aurora.

 

A iniciativa é fruto de uma parceria entre diversas secretarias municipais, entre elas Saúde; Desenvolvimento Social, Políticas Sobre Drogas, Direitos Humanos e Juventude; além do apoio da Secretaria de Segurança Cidadã, Mobilidade e Defesa Civil. Agentes de Trânsito acompanharam todo o percurso, garantindo a segurança dos participantes. O bloco saiu da Praça de Maria Farinha, percorreu as ruas Pedro Augusto Carneiro Leão, Avenida Dr. Cláudio José Gueiros Leite (PE-01) e Rua José Pereira de Amorim, retornando ao ponto de partida em clima de celebração.

 

Aos 69 anos, o aposentado Carlos Alberto Correia dos Santos é um dos exemplos vivos da importância do projeto. Participante dos polos de Maria Farinha e Nossa Senhora da Conceição há quatro anos, ele não esconde o entusiasmo ao falar da experiência. “Graças a Deus a vida só melhora. Com o exercício, com a união, com a socialização… o polo não pode acabar. É um trabalho bom que a prefeitura faz e isso tem que continuar”, afirmou.

 

Praticante de atividades físicas desde sempre, musculação, corrida e caminhada fazem parte da rotina de Carlos, que fala com orgulho da própria idade. “Hoje eu tenho 69 anos. Se você olhar pra mim, não diz que eu tenho. Eu tenho o maior prazer em dizer minha idade, porque tem muita gente que não consegue chegar até aqui, e quando chega, chega muito mal. Saúde e Movimento é um projeto que foi criado e tem que perdurar”, salientou.

 

Ele também destacou a integração entre os polos. “Quando dá, a gente sempre participa. A gente tá sempre se unindo, fazendo reuniões, almoços, visitando a casa de um, a casa de outro. O importante é ter uma vida saudável e pessoas ao seu redor. Viver trancado dentro de casa não vai te levar a lugar nenhum”, alertou o aposentado.

 

Professor do programa e do Polo Maria Farinha, Fred Gomes explica que esta é a primeira edição do bloco. “É o primeiro ano. A gente criou para ser algo só do polo, mas em duas semanas tomou uma proporção tão grande que convidamos os outros polos que estão aqui também. Mesmo em cima da hora, a turma comprou a ideia e está sendo bem bacana”, explicou Fred.

 

Segundo ele, a ação integra o cronograma carnavalesco do Saúde em Movimento. “É o cronograma de Carnaval do programa, onde todos os polos fazem algum movimento. Tomara que venham mais anos com esse bloco”, concluiu.

 

Se depender da animação e do espírito coletivo que marcaram a manhã em Maria Farinha, o “Se Me Chamar Eu Vou” já tem presença garantida nos próximos carnavais, porque quando a saúde chama, eles vão mesmo.

 

Fotos: Juan Marvin / SEI

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