Mobilidade em expansão: Prefeitura explica implantação das ciclofaixas no Centro

A Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria de Segurança Cidadã, Mobilidade e Defesa Civil, começou a instalar, desde o dia 9 de outubro, um novo conjunto de ciclofaixas no Centro da cidade. O projeto, pensado para ampliar a segurança de quem já utiliza a bicicleta como meio de transporte e para incentivar a cultura da mobilidade ativa no município, já soma 1,5 km de extensão, conectando a área central aos bairros de Arthur Lundgren I, Paratibe, Aurora e Jardim Paulista.

 

A mobilidade ativa utiliza a energia humana através de atividades como caminhar, andar de bicicleta, patins ou skate como forma de transporte sustentável que traz benefícios para a saúde física, mental e para o meio ambiente, ao reduzir a dependência de veículos motorizados. A iniciativa marca um momento inédito na história do município, que pela primeira vez recebe uma ciclofaixa contínua, planejada e integrada à malha urbana. 

 

Segundo o coordenador do projeto, Hugo Ricardo, a implantação foi precedida de estudos técnicos para garantir que o trânsito geral não fosse comprometido. “Houve um estudo e um planejamento para a instalação dessas ciclofaixas. É importante para a gente que o trânsito não seja muito afetado, como de fato não é. Pensamos que, no futuro, poderíamos até fechar aos finais de semana para que as famílias venham pedalar aqui e ter um momento de lazer”, afirmou.

 

Com a novidade, surgiram algumas dúvidas recorrentes entre moradores e motoristas. A seguir, o coordenador esclarece os principais questionamentos sobre o projeto:

 

  1. Os tijolinhos/mini “gelo baiano” vão permanecer por todo o trajeto?

 

Hugo: Não. Esses elementos serão utilizados apenas em trechos pontuais, onde há necessidade maior de reforço visual e físico. No restante da via, o padrão adotado será o tachão. A ciclofaixa ainda está em fase de execução e faz parte de um investimento pensado para médio e longo prazo.

 

  1. Por que a ciclofaixa é tão larga?

 

Hugo: Porque ela é bidirecional, ou seja, permite a circulação em mão e contramão. A largura segue exatamente o padrão estabelecido pelas normas do Contran para esse tipo de estrutura.

 

  1. Por que começar pelo Centro da cidade?

 

Hugo: A implantação está organizada por blocos de corredores cicloviários. O Bloco Centro, que foi o primeiro, foi priorizado por concentrar grande fluxo de pessoas e por conectar bairros populosos do entorno, como: Arthur Lundgren I, Paratibe, Aurora e Jardim Paulista.

 

A ideia é expandir gradualmente para mais dois blocos:

  • Bloco 2 (Maranguape): Maranguape I, Jardim Maranguape e Maranguape II.
  • Bloco 3 (Praias 1): Engenho Maranguape e Janga.

 

Para dar essa continuidade, no entanto, ainda é necessária a captação de novos recursos.

 

  1. As vias estão sendo “estreitadas”?

 

Hugo: Na verdade, estamos democratizando os espaços, pois entendemos que as vias são de uso coletivo e a bicicleta também faz parte do trânsito. É um modal de transporte não poluente, saudável e funcional, que pode ser usado como alternativa para reduzir o tráfego de veículos.

 

Após estudos técnicos, foi identificado que não houve alterações significativas no fluxo, nem geração de congestionamentos, por onde foi implantada as ciclofaixas até o momento. 

 

  1. Por que criar ciclofaixa em locais onde aparentemente circulam poucas bicicletas?

 

Hugo: A cultura do uso contínuo da bicicleta só se desenvolve quando o cidadão se sente seguro para pedalar. À medida que o projeto avança e as pessoas percebem essa segurança, mais usuários são naturalmente incentivados a adotar esse modal de transporte.

 

  1. Por que não fazer como outras cidades e criar ciclofaixas apenas aos finais de semana?

 

Hugo: De fato, vários municípios iniciam seus projetos de ciclofaixa voltados apenas para o lazer, em fins de semana e feriados. Nós seguimos uma linha diferente, pois entendemos que a bicicleta faz parte do trânsito e deve ter seu espaço garantido como meio de transporte cotidiano, não apenas de lazer.

 

  1. Por que existe ciclofaixa junto à faixa de pedestres?

 

Hugo: Porque seguimos a hierarquia de proteção da mobilidade urbana, que parte do princípio de que o trânsito deve ser seguro e justo para todos, priorizando os mais vulneráveis. Nessa hierarquia, o pedestre está no topo, por ser o mais frágil e, portanto, deve ser protegido por todos os demais. Por isso, a faixa de pedestres sempre tem prioridade sobre a ciclofaixa.

 

Fotos: Antônio Valpassos (Tonico) – Defesa Civil do Paulista

 

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