Por Maiara Cavalcanti
A Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria de Educação e Esportes (SEEPA), oferece atendimento educacional domiciliar a estudantes que, por recomendação médica, estão impossibilitados de frequentar regularmente a escola. A iniciativa assegura a continuidade do processo de aprendizagem, com aulas ministradas na residência dos alunos, e se destaca como uma importante ação de educação inclusiva na Região Metropolitana do Recife (RMR).
Atualmente, 19 estudantes da Rede Municipal de Ensino são acompanhados pelo Atendimento Educacional Domiciliar/Hospitalar (AEDH). O serviço contempla alunos da Educação Infantil ao 9º ano do Ensino Fundamental e é realizado por professores da rede, que desenvolvem atividades pedagógicas de acordo com o planejamento escolar e as necessidades individuais de cada estudante.
Um dos beneficiados é Guilherme Ferreira, de 12 anos, matriculado no 6º ano do Colégio Municipal José Firmino da Veiga. Desde 2024, ele recebe aulas em casa, com acompanhamento de professores de diferentes componentes curriculares.
A mãe do estudante, Patrícia Ferreira, destaca os avanços do filho na aprendizagem e a melhora na relação com a rotina escolar após o início do atendimento. Antes de ter acesso ao serviço, Guilherme enfrentava dificuldades para frequentar as aulas devido a problemas de saúde e internações recorrentes. Após reunir a documentação médica necessária, a família solicitou o acompanhamento domiciliar.
“De 2024 pra cá, o Guilherme vem evoluindo muito com o ensino domiciliar. Muito mesmo”, relatou Patrícia. Segundo ela, o filho demonstra mais disposição para participar das atividades educacionais e se prepara para receber os professores em casa.
As aulas são adaptadas às necessidades de aprendizagem do estudante, com o uso de recursos visuais e atividades lúdicas que contribuem para o desenvolvimento pedagógico. A participação da família também é importante para fortalecer o processo educativo, em parceria com os profissionais responsáveis pelo acompanhamento.
De acordo com a coordenadora do AEDH, Libia Miguel, o serviço é destinado a estudantes regularmente matriculados na Rede Municipal que apresentam documentação médica indicando a necessidade de atendimento em casa. Após a análise dos documentos, a Secretaria organiza o acompanhamento e designa os professores responsáveis pelas aulas na residência do aluno.
“A sala de aula do professor é em casa. O que muda é que, ao invés de ir para a escola, ele vem para a casa do estudante”, explicou Libia. Os docentes também realizam planejamentos com os professores das unidades de ensino, seguindo o currículo municipal para assegurar a continuidade dos conteúdos trabalhados nas turmas.
A iniciativa integra as ações da Prefeitura do Paulista para garantir o direito à educação e ampliar as condições de aprendizagem dos estudantes que precisam de acompanhamento fora do ambiente escolar.
Fotos: Chico Peixoto/SEI








