Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Políticas sobre Drogas, Direitos Humanos e Juventude, a Prefeitura do Paulista realizou, nesta quinta-feira (23), ações de conscientização sobre pessoas autistas que aconteceram no CRAS III, no Janga, e no CRAS IV, em Maranguape II.
O projeto faz alusão ao mês de conscientização da pessoa com autismo e tem como foco principal promover a inclusão e combater o preconceito entre pessoas autistas e seus familiares. De acordo com a coordenadora do CRAS III, Daniele Nascimento, ter esse tipo de ação dentro dos Centros de Referência de Assistência Social do município do Paulista demonstra o compromisso em acolher todos os munícipes, independentemente de suas particularidades.
“É de suma importância o CRAS estar trabalhando com isso, porque o primeiro acesso e o primeiro reconhecimento têm que vir da família, se a família acolhe a gente consegue ter um apoio melhor, porque a família já vai estar bem estruturada. Então, esse momento de conscientização que a gente fez aqui foi basicamente para trazer inclusão, apoio, respeito e para que eles se sintam acolhidos de fato pelo CRAS.”
Já para Andreza Rodrigues, secretária executiva do conselho de assistência, a ideia também é quebrar paradigmas através desse contato dando exemplos e respeitando a individualidade de cada um.
“O objetivo é justamente quebrar paradigmas. Vamos conscientizar as pessoas sobre o espectro autista, tratando cada autista como um indivíduo único, pois cada um reage de um jeito. Hoje não utilizamos mais o termo ‘níveis de suporte’, mas reconhecemos que eles possuem necessidades de apoio, algumas mais acentuadas que outras.”
Segundo Kallyni Falcão, de 31 anos, que é diagnosticada com espectro autista, ações como essa podem mudar de fato a vida de quem convive com essa especificidade. Ela contou em depoimento que interagir com outras pessoas sempre foi uma barreira e que conseguiu superar depois de conhecer o CRAS.
“Eu me sentia incapaz, tinha muita dificuldade de interagir, é mais ou menos assim que a gente se sente, porque vê todo mundo conseguindo interagir. Depois que eu comecei a trabalhar também no CRAS, isso me ajudou também a falar com as pessoas, porque antigamente eu não falava com ninguém, pra mim isso era muito difícil”, completou.










