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Paulista impulsiona futsal para cegos com apoio institucional e estreia de atleta estrangeiro

Buscando promover a inclusão por meio da prática esportiva, incentivando a igualdade de condições e o desenvolvimento físico, mental e social dos atletas do município, a Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos, garantirá apoio na preparação e suporte para a participação da Associação Futsal de Cegos de Pernambuco (AFCP) na Copa do Nordeste de Futsal para Cegos. A equipe, que há quatro anos representa a cidade em competições regionais e nacionais, disputará o torneio entre os dias 11 e 17 de maio, no estado do Piauí.

O time ainda contará com o apoio da Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Juventude do município, que fornecerá os espaços adequados para os treinamentos. O grande objetivo é garantir uma vaga no Campeonato Brasileiro da Série B, programado para acontecer em São Paulo. Os treinamentos acontecem no Clube Municipal do Nobre e na Praia de Conceição, ambos em Paulista.

Neste ano, a equipe terá um reforço internacional inédito. O argentino Aguero Miguel, conhecido como Miguelito, é o primeiro jogador estrangeiro a integrar uma equipe de futsal para cegos na Região Metropolitana do Recife. Além dele, atletas dos estados do Ceará, Bahia, Alagoas e Paraíba se somaram ao grupo, ampliando a diversidade e a competitividade da delegação.

Kleber Pyrrho, atleta e coordenador da equipe, comentou sobre o impacto positivo do paradesporto (modalidade esportiva adaptada para pessoas com deficiência física, visual ou intelectual) na vida das pessoas com deficiência visual. “O futebol para cegos já é uma realidade em Paulista, com participações em várias competições. Investir nesta modalidade é proporcionar às pessoas com deficiência a chance de desenvolver suas habilidades e conquistar maior autonomia e segurança. Convidamos todos a acompanhar e apoiar essa causa”, afirmou.

A Diretora da Pessoa com Deficiência da Superintendência de Direitos Humanos, Maria Eduarda, reforçou a importância do projeto: “O futebol para cegos vai além do esporte, ele promove inclusão, autonomia e visibilidade para as pessoas com deficiência visual. As histórias de superação e talento que surgem desse projeto inspiram a sociedade como um todo”, concluiu.

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