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História

A história do Paulista

A história de nossa cidade remonta a 1535, quando seu território ainda fazia parte da estrutura da Capitania de Pernambuco. Em 1534, Duarte Coelho recebeu a capitania como seu primeiro capitão-donatário e, no ano seguinte, doou a seu cunhado Jerônimo de Albuquerque as terras de Paratibe, em reconhecimento aos serviços prestados à Colônia.

Jerônimo de Albuquerque também se uniu a Muíra-Ubi, indígena tabajara posteriormente batizada como Maria do Espírito Santo Arcoverde. A união é tradicionalmente associada ao processo de aproximação entre portugueses e indígenas na região.

Em 1550, Jerônimo de Albuquerque doou as terras de Paratibe ao português Gonçalo Mendes Leitão. Foi Gonçalo quem iniciou ali um grande povoado, construindo, à margem direita do Rio Paratibe, um engenho de cana-de-açúcar movido à água, uma capela dedicada a Santo Antônio, um sobrado para sua residência e outras estruturas que deram forma ao núcleo inicial de ocupação colonial.

A origem do nome “Paulista”

Com o passar dos anos, as terras foram sendo desmembradas. Uma de suas partes deu origem ao Engenho Paratibe de Baixo, enquanto a propriedade original passou a ser conhecida como Paratibe de Cima.

Posteriormente, o Engenho Paratibe de Baixo e a propriedade de Maranguape passaram ao domínio de João Fernandes Vieira, um dos principais líderes das lutas pela expulsão dos holandeses de Pernambuco. Após sua morte, em 1681, sua viúva fez uma escritura de dote para Maria Joana Cezar, filha natural de Vieira. Com a morte de Maria Cezar, em 1689, o engenho foi vendido pelo coronel Francisco Berenguer, irmão da falecida e seu testamenteiro, ao mestre de campo Manoel Alves de Moraes Navarro, natural da Capitania de São Paulo.

Por sua origem paulista, Navarro passou a ser conhecido pelo apelido de “o Paulista”. A denominação acabou sendo associada à propriedade, que passou a ser conhecida como Engenho do Paulista. Com o tempo, o nome se consolidou entre a população e acabou dando origem ao topônimo Paulista.

Repouso final do padre libertário

Um dos episódios marcantes da história de Paulista está ligado à Revolução Pernambucana de 1817. Em 20 de maio daquele ano, o padre João Ribeiro Pessoa de Mello Montenegro, um dos líderes da revolta, tirou a própria vida ao perceber que o movimento havia sido derrotado. À época, vivia na região do Engenho Paulista e foi sepultado ao lado da capela do engenho.

Dias depois, seu corpo foi desenterrado e mutilado pelas forças reais. Sua cabeça foi separada do tronco, levada ao Recife e exposta na Praça do Pelourinho.

Somente em 2001, quase dois séculos depois, o crânio do padre foi levado de volta a Paulista. Em 29 de outubro daquele ano, foi sepultado em um túmulo construído especialmente para recebê-lo, dentro da Igreja de Santa Isabel, no Centro do município.

João Ribeiro Pessoa de Mello Montenegro também é reconhecido como o criador da bandeira de Pernambuco, adotada durante a Revolução de 1817.

Indústrias e emancipação

Outro marco da história econômica de Paulista ocorreu em 1904, quando o sueco naturalizado brasileiro Herman Theodor Lundgren adquiriu o controle da fábrica de tecidos existente no município. A expansão da atividade fabril tornou-se um importante fator para o crescimento da povoação e transformou profundamente a economia e a vida social local.

A indústria têxtil passou a ocupar papel central na economia do município, com grande influência sobre o desenvolvimento urbano e sobre o cotidiano da população.

Em 1928, a Lei Estadual nº 1.931, de 11 de setembro, criou o município de Paulista, formado por territórios desmembrados de Olinda, Igarassu e São Lourenço da Mata. O município, porém, foi extinto pelos Decretos nº 268, de 25 de novembro de 1930, e nº 56, de 23 de janeiro de 1931, tendo seu território reincorporado ao município de Olinda.Paulista voltou à condição de município em 4 de setembro de 1935, quando a Lei Estadual nº 11 restabeleceu sua autonomia administrativa. A instalação do município ocorreu em 12 de setembro daquele ano.

Durante as primeiras sete décadas do século XX, Paulista consolidou-se como uma cidade industrial, marcada principalmente pela atividade têxtil e pela presença da Companhia de Tecidos Paulista, chegando a ser conhecida como “Cidade das Chaminés”. A partir do final da década de 1960 e, sobretudo, nos anos 1970, a expansão do polo industrial de Paratibe, com a instalação de novas indústrias, contribuiu para diversificar e transformar o perfil econômico do município.


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A história do Paulista

A história de nossa cidade remonta a 1535, quando seu território ainda fazia parte da estrutura da Capitania de Pernambuco. Em 1534, Duarte Coelho recebeu a capitania como seu primeiro capitão-donatário e, no ano seguinte, doou a seu cunhado Jerônimo de Albuquerque as terras de Paratibe, em reconhecimento aos serviços prestados à Colônia.

Jerônimo de Albuquerque também se uniu a Muíra-Ubi, indígena tabajara posteriormente batizada como Maria do Espírito Santo Arcoverde. A união é tradicionalmente associada ao processo de aproximação entre portugueses e indígenas na região.

Em 1550, Jerônimo de Albuquerque doou as terras de Paratibe ao português Gonçalo Mendes Leitão. Foi Gonçalo quem iniciou ali um grande povoado, construindo, à margem direita do Rio Paratibe, um engenho de cana-de-açúcar movido à água, uma capela dedicada a Santo Antônio, um sobrado para sua residência e outras estruturas que deram forma ao núcleo inicial de ocupação colonial.

A origem do nome “Paulista”

Com o passar dos anos, as terras foram sendo desmembradas. Uma de suas partes deu origem ao Engenho Paratibe de Baixo, enquanto a propriedade original passou a ser conhecida como Paratibe de Cima.

Posteriormente, o Engenho Paratibe de Baixo e a propriedade de Maranguape passaram ao domínio de João Fernandes Vieira, um dos principais líderes das lutas pela expulsão dos holandeses de Pernambuco. Após sua morte, em 1681, sua viúva fez uma escritura de dote para Maria Joana Cezar, filha natural de Vieira. Com a morte de Maria Cezar, em 1689, o engenho foi vendido pelo coronel Francisco Berenguer, irmão da falecida e seu testamenteiro, ao mestre de campo Manoel Alves de Moraes Navarro, natural da Capitania de São Paulo.

Por sua origem paulista, Navarro passou a ser conhecido pelo apelido de “o Paulista”. A denominação acabou sendo associada à propriedade, que passou a ser conhecida como Engenho do Paulista. Com o tempo, o nome se consolidou entre a população e acabou dando origem ao topônimo Paulista.

Repouso final do padre libertário

Um dos episódios marcantes da história de Paulista está ligado à Revolução Pernambucana de 1817. Em 20 de maio daquele ano, o padre João Ribeiro Pessoa de Mello Montenegro, um dos líderes da revolta, tirou a própria vida ao perceber que o movimento havia sido derrotado. À época, vivia na região do Engenho Paulista e foi sepultado ao lado da capela do engenho.

Dias depois, seu corpo foi desenterrado e mutilado pelas forças reais. Sua cabeça foi separada do tronco, levada ao Recife e exposta na Praça do Pelourinho.

Somente em 2001, quase dois séculos depois, o crânio do padre foi levado de volta a Paulista. Em 29 de outubro daquele ano, foi sepultado em um túmulo construído especialmente para recebê-lo, dentro da Igreja de Santa Isabel, no Centro do município.

João Ribeiro Pessoa de Mello Montenegro também é reconhecido como o criador da bandeira de Pernambuco, adotada durante a Revolução de 1817.

Indústrias e emancipação

Outro marco da história econômica de Paulista ocorreu em 1904, quando o sueco naturalizado brasileiro Herman Theodor Lundgren adquiriu o controle da fábrica de tecidos existente no município. A expansão da atividade fabril tornou-se um importante fator para o crescimento da povoação e transformou profundamente a economia e a vida social local.

A indústria têxtil passou a ocupar papel central na economia do município, com grande influência sobre o desenvolvimento urbano e sobre o cotidiano da população.

Em 1928, a Lei Estadual nº 1.931, de 11 de setembro, criou o município de Paulista, formado por territórios desmembrados de Olinda, Igarassu e São Lourenço da Mata. O município, porém, foi extinto pelos Decretos nº 268, de 25 de novembro de 1930, e nº 56, de 23 de janeiro de 1931, tendo seu território reincorporado ao município de Olinda.Paulista voltou à condição de município em 4 de setembro de 1935, quando a Lei Estadual nº 11 restabeleceu sua autonomia administrativa. A instalação do município ocorreu em 12 de setembro daquele ano.

Durante as primeiras sete décadas do século XX, Paulista consolidou-se como uma cidade industrial, marcada principalmente pela atividade têxtil e pela presença da Companhia de Tecidos Paulista, chegando a ser conhecida como “Cidade das Chaminés”. A partir do final da década de 1960 e, sobretudo, nos anos 1970, a expansão do polo industrial de Paratibe, com a instalação de novas indústrias, contribuiu para diversificar e transformar o perfil econômico do município.