O município do Paulista recebeu, na manhã desta segunda-feira (24), uma oficina voltada à permanência dos municípios no Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A atividade foi realizada no auditório do Centro Administrativo da Prefeitura, em Maranguape I, e reuniu representantes de Paulista, Olinda e Condado para discutir critérios, legislação e orientações para a construção dos planos municipais de segurança alimentar e nutricional.
A oficina foi conduzida por técnicos da Secretaria Executiva de Combate à Fome (Secof), do Governo de Pernambuco. De acordo com Ana Paula Nascimento, técnica da pasta, o encontro teve como principal objetivo orientar as Câmaras Intersetoriais de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) sobre os critérios necessários para a permanência no sistema. “Nosso objetivo foi reunir as Caisan para falar dos critérios de permanência no Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional, com foco na construção do plano de segurança alimentar e nutricional dos municípios”, explicou Ana Paula. Segundo ela, a Caisan é um dos componentes do Sisan e é formada por representantes do governo, sendo responsável pela articulação das políticas públicas relacionadas à segurança alimentar.
O técnico Eduardo Renovato destacou que o acompanhamento realizado pelo Governo do Estado busca garantir que os municípios estejam estruturados para desenvolver suas políticas de segurança alimentar. “É muito importante que os municípios estejam alinhados em relação às políticas e saibam corretamente como elaborar um plano de segurança alimentar e nutricional. Nós, do Governo do Estado, precisamos estar junto, dando orientação e suporte”, afirmou.
Representando a Secretaria de Educação do Paulista, a gerente de Nutrição Maricélia Silva ressaltou a importância da integração entre as diferentes áreas da administração pública. Para ela, a oficina contribui para ampliar as estratégias de combate à insegurança alimentar e garantir o acesso da população a alimentos de qualidade. “Esse momento traz experiências inovadoras e mostra um panorama muito grande do que podemos fazer para fortalecer a segurança alimentar e fazer com que esse processo chegue às pessoas que realmente precisam”, afirmou.
Maricélia também destacou que a segurança alimentar está diretamente relacionada à educação. Segundo ela, o desenvolvimento dos estudantes depende de uma atuação integrada entre escola, família, poder público e sociedade. “A educação não se faz só dentro da sala de aula. Ela ultrapassa os muros da escola e envolve a família, as secretarias e a sociedade civil”, pontuou.
Já a gerente de Segurança Alimentar e Nutricional do Paulista, Roberta Pires, ressaltou que a permanência no Sisan representa um passo importante para a consolidação das ações desenvolvidas pelo município. “É muito importante para o município fortalecer as ações de segurança alimentar. Precisamos finalizar esse processo no Sisan para, então, construir o Plano de Segurança Alimentar e Nutricional e fortalecer as ações destinadas aos beneficiários da Cozinha Comunitária e da assistência social como um todo”, explicou.
A atividade faz parte de um ciclo de orientações promovido pelo Governo de Pernambuco junto aos municípios. Após o início em Paulista, a equipe pretende levar as oficinas para outras regiões do Estado, incluindo municípios do Agreste e do Sertão, ampliando o acompanhamento e o suporte técnico para a estruturação das políticas de segurança alimentar e nutricional.
Fotos: Wagner Santos / SDSPDDHJ









