A Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria de Educação e Esportes (SEEPA), por intermédio da Coordenação de Direitos Humanos, Gênero e Étnico-Racial, realizou, nesta sexta-feira (31), no auditório da pasta, o seminário “Mulheres Pretas: Vozes que Transformam”, reunindo gestores, coordenadores pedagógicos e profissionais da rede municipal de ensino para um momento de diálogo, reflexão e fortalecimento das políticas de equidade racial e de gênero no ambiente escolar.
O evento teve como objetivo promover a valorização das trajetórias e das contribuições das mulheres pretas na construção de uma educação mais inclusiva, democrática e antirracista. A programação contou com apresentação cultural cigana, além de debates sobre direitos humanos, diversidade e práticas pedagógicas voltadas ao enfrentamento do racismo e das desigualdades.
Durante a abertura, a secretária executiva de Desenvolvimento Educacional, Panmella Dias, destacou que a educação antirracista deve fazer parte da rotina das escolas e não apenas de ações pontuais.
“É uma alegria receber todos vocês para mais um momento promovido por uma coordenação tão importante e necessária. Nosso compromisso é fazer com que essas discussões façam parte da cultura da nossa rede. A educação antirracista não pode ser lembrada apenas em datas específicas; ela precisa estar presente diariamente nas práticas pedagógicas, combatendo o preconceito, o racismo e o sexismo e formando cidadãos conscientes e respeitosos com a diversidade”, afirmou.
O secretário de Educação e Esportes, Gilberto Sabino, ressaltou que as ações da Coordenação de Direitos Humanos, Gênero e Étnico-Racial representam uma política pública permanente da gestão municipal.
“Quando assumimos a gestão, entendemos que essa coordenação precisava deixar de ser apenas simbólica e se transformar em uma política educacional estruturada, com planejamento, formação e ações concretas. A escola tem o dever de formar cidadãos plurais e multiculturais. Combater o racismo e toda forma de discriminação é uma responsabilidade moral, legal e pedagógica de todos nós”, destacou.
A coordenadora de Direitos Humanos, Gênero e Étnico-Racial da SEEPA, Débora Nascimento, reforçou que o seminário integra uma série de ações desenvolvidas pela secretaria para fortalecer práticas pedagógicas comprometidas com os direitos humanos e a equidade.
“Acolher é, acima de tudo, saber escutar. Precisamos estar atentos às vivências dos nossos estudantes e compreender que a escola tem um papel fundamental no fortalecimento da identidade e no respeito às diferenças. Também queremos dar visibilidade a grupos que muitas vezes permanecem invisibilizados, mas que estão presentes nas nossas escolas. Valorizar essa diversidade é construir uma educação mais inclusiva, antirracista e comprometida com os direitos humanos”, afirmou.
Convidada do seminário, a pedagoga, pesquisadora e formadora Juliana Bandeira, que atua na educação infantil, em projetos de formação e na Biblioteca Pública de Igarassu, compartilhou experiências sobre representatividade, identidade e práticas educativas voltadas às relações étnico-raciais.
“Escolhi a educação porque acredito que ela transforma vidas. A escola é um espaço de disputas, mas também de possibilidades. É por meio dela que construímos novos olhares, fortalecemos identidades e promovemos uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou.
O seminário contou ainda com a participação da doutora Iara Tavares, membro da Comissão de Igualdade Racial da OAB Recife; de Nayara Oliveira, da Gerência de proteção social de média complexidade de Pernambuco (GEPMC); e do diretor de Igualdade Racial da Secretaria de Desenvolvimento Social, Políticas sobre Drogas, Direitos Humanos e Juventude de Paulista, André Luiz, que contribuíram com os debates e o fortalecimento das ações voltadas à promoção da equidade racial, dos direitos humanos e da construção de uma educação pública mais inclusiva e antirracista.
Ao promover o seminário “Mulheres Pretas: Vozes que Transformam”, a Secretaria de Educação e Esportes (SEEPA) reafirma seu compromisso com a valorização da diversidade, o fortalecimento dos direitos humanos e a construção de uma educação pública cada vez mais inclusiva, equitativa e comprometida com o enfrentamento de todas as formas de discriminação.
Fotos: Juan Marvin/SEI e SEEPA













