Os moradores do bairro de Nossa Senhora da Conceição, em Paulista, receberam nesta quinta-feira (30) mais uma edição do Projeto Onìrá, iniciativa que levou serviços gratuitos de cidadania, saúde e bem-estar ao Terreiro das Palmeiras. A ação itinerante integrou a programação alusiva ao Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado no último dia 25, e reuniu a Diretoria de Igualdade Racial da Prefeitura do Paulista, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco e o Grau Técnico.
Durante todo o dia, a comunidade teve acesso a atendimentos do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), emissão de documentos, vacinação humana e animal, atendimento fisioterapêutico, além de serviços de corte de cabelo, design de sobrancelhas e massoterapia.
De acordo com o diretor de Igualdade Racial de Paulista, André Luiz, a iniciativa reforça a presença do poder público junto às comunidades e amplia o alcance das políticas públicas.
“Hoje é um dia representativo pela alusão ao 25 de julho. Fechamos parcerias inéditas, como a do Grau Técnico, e alcançamos todos os públicos com vacinação e serviços sociais. O Projeto Onìrá se consolida a cada mês”, afirmou.
Além da oferta de serviços, a realização da ação em um terreiro de matriz africana teve como objetivo fortalecer o enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa. Para o gestor estadual de Igualdade Racial, Édson Melo, levar políticas públicas a esses espaços representa um importante instrumento de inclusão.
“Trazer os serviços das políticas públicas para dentro dos terreiros é trabalhar no enfrentamento ao preconceito, mostrando que as casas de axé são espaços de acolhimento e de garantia de direitos para toda a população”, pontuou.
Liderança do espaço, a Juremeira Tatiane, mãe de santo do Terreiro das Palmeiras, destacou que o objetivo é manter as portas abertas para as demandas sociais do bairro.
“Precisamos quebrar o tabu de que terreiro é só religiosidade. Terreiro é lugar de acolhimento. Queremos ter a porta aberta para orientar e ajudar a comunidade sempre que ela precisar”, destacou.
A oferta de práticas integrativas e cuidados pessoais foi impulsionada pela equipe do Grau Técnico. Segundo a coordenadora de Saúde da instituição, Juliane Lopes, a ação leva atendimento a quem muitas vezes não tem acesso.
“Acolhemos pessoas que nunca tiveram a oportunidade de fazer uma massagem ou ventosaterapia. O retorno da comunidade é de pura gratidão e alívio de dores”, concluiu.
Foto: Juan Marvin / SEI














