Por Cátia Oliveira
A Prefeitura do Paulista, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semma), realizou na última quinta-feira (16) mais uma coleta para avaliação da qualidade da água do Rio Timbó, em Maria Farinha. A iniciativa integra o projeto Observando os Rios, da Fundação SOS Mata Atlântica, que, em Paulista, é executado pela ONG BioMatas, com a parceria do Núcleo de Mudanças Climáticas da Semma.
Com apoio do núcleo e a coordenação da bióloga e pesquisadora Fabiana Carmo, da BioMatas, o monitoramento é realizado mensalmente e tem como objetivo acompanhar as condições ambientais do manancial por meio de análises físicas, químicas e biológicas da água, além de indicadores de percepção ambiental. O trabalho contribui para o acompanhamento da qualidade dos recursos hídricos e dos impactos das mudanças climáticas sobre o ecossistema local.
De acordo com a analista ambiental e coordenadora do Núcleo de Mudanças Climáticas da Semma, Bruna Maldonado, os resultados consolidados do primeiro semestre de 2026 serão divulgados em agosto. Segundo ela, os dados permitirão avaliar não apenas a qualidade da água, mas também as condições da biodiversidade associada ao Rio Timbó.
“Além das análises da água, também monitoramos as temperaturas do ambiente e da água, dois indicadores importantes para acompanhar os efeitos do aquecimento relacionado às mudanças climáticas e sua influência sobre a fauna e a flora do Rio Timbó”, explicou.
Bruna destacou ainda que as análises mais recentes apresentaram resultados positivos. “Os testes para coliformes fecais não registraram formação de colônias, indicando ausência desse tipo de contaminação. O pH também permaneceu neutro, demonstrando que, nesse trecho próximo ao Hotel Amoaras, o rio apresenta boas condições de balneabilidade”, afirmou.
A metodologia utilizada foi desenvolvida pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o professor Clemente Coelho Júnior, do Instituto Bioma Brasil, de Pernambuco. As análises são realizadas por meio de reagentes químicos que fornecem resultados qualitativos, interpretados por comparação de cores.
Entre os principais indicadores utilizados está o Índice de Qualidade das Águas (IQA), considerado o principal parâmetro qualitativo adotado no Brasil para avaliar a qualidade da água destinada ao abastecimento público após tratamento convencional. O índice é calculado a partir da análise de parâmetros como temperatura da água, pH, oxigênio dissolvido, turbidez, demanda bioquímica de oxigênio, resíduos totais, nitrogênio, fósforo e coliformes termotolerantes.
No projeto Observando os Rios, a metodologia amplia essa avaliação ao incorporar 16 parâmetros, incluindo temperatura da água e do ambiente, turbidez, espumas, lixo flutuante, odor, material sedimentável, presença de peixes, larvas, vermes, coliformes totais e fecais, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, potencial hidrogeniônico (pH), fosfato e nitrato. Essa abordagem fortalece a participação da sociedade no acompanhamento da qualidade dos rios e amplia o conhecimento sobre as condições ambientais dos corpos hídricos.
A participação da Prefeitura do Paulista na iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com o monitoramento ambiental, a preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento de ações voltadas à adaptação e ao enfrentamento das mudanças climáticas.
Fotos: Cortesia Semma








