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Projeto com auriculoterapia, pioneiro em Paulista, é celebrado em café-da-manhã, no Centro de Reabilitação do Nobre

 

Com o objetivo de aliviar as dores dos pacientes que aguardam na fila de espera da fisioterapia e tratar condições relacionadas à saúde física, mental e emocional, o Centro de Reabilitação do Nobre, localizado na sede do Clube Municipal Prefeito Geraldo Pinho Alves, no bairro do Nobre, implementou o Projeto Auriculoterapia. A iniciativa, pioneira no município, com sessões voltadas para os pacientes da rede municipal de saúde, na manhã da sexta-feira (1º), realizou o primeiro café-da-manhã para participantes do projeto que contou com roda de diálogo com representantes da secretaria especial da mulher e muita animação.

A fisioterapeuta Janete Silva, gerente do Centro de Reabilitação, vinculado à Superintendência de Atenção Especializada, explicou que o projeto surgiu a partir da observação da grande demanda de pacientes que aguardavam por atendimento de fisioterapia e do quadro de melhora apresentada pelos que passaram a receber as técnicas da auriculoterapia empregadas pela terapeuta holística Gilvania Santiago, também técnica de enfermagem do município.

“A auriculoterapia é uma parte da acupuntura, que é uma das práticas integrativas do Sistema Único de Saúde (SUS) e optamos por empregá-la nos pacientes que aguardavam na fila para serem atendidos por conta da demanda reprimida. Observamos que ao ser empregada a técnica entre os pacientes, o quadro de saúde deles começava a melhorar de maneira expressiva na questão da dor, da ansiedade e do estresse. Foi quando Gilvânia, a terapeuta holística que aplica a técnica, veio conversar comigo sobre a possibilidade de ampliarmos o procedimento. Daí, levamos este projeto adiante, tendo sido acolhido pela Saúde do Paulista”, relatou Janete Silva.

A terapeuta holística Gilvânia Santiago conta que o projeto ampliou os atendimentos empregando a auriculoterapia como uma importante aliada contra as filas e contra as dores. “Nosso objetivo era aliviar as dores do paciente e diminuir a fila de espera da fisioterapia, porque tem gente que está esperando há mais de um ano para fazer as sessões. Hoje, fazemos 40 atendimentos por semana, com cada paciente realizando o tratamento uma vez por semana, até totalizar a solicitação médica, geralmente de 10 sessões, quando muitos recebem alta. E é muito satisfatório ver como a auriculoterapia contribui para melhorar bastante o quadro de saúde dos que aqui chegam”, ressaltou a terapeuta.

O aposentado Ronaldo Adriano da Silva, 48 anos, que chegou ao Centro de Reabilitação do Nobre devido a um acidente de trabalho, comemorou a melhora de poder voltar a andar, mesmo com o apoio de uma muleta. “Eu passei dois meses sem poder andar. Caí com um saco de cimento que atingiu minha coluna. O médico disse que tenho 4 hérnias de disco. E agora veio a osteoporose. Vim pra cá sem conseguir andar e já estou caminhando com uma muleta e com fé de que vou deixá-la. Aqui é ótimo e a gente sente muita melhora, muito alívio das dores. Além da dor na coluna, sentia dor de cabeça, devido ao estresse, mas ela também saiu com a auriculoterapia, que o médico passou para fazer 10 sessões, junto com a fisioterapia”, revelou Ronaldo da Silva.

Quem também celebrou o trabalho pioneiro que vem sendo realizado no município foi Tereza Cristina da Silva Noya, de 67 anos, que trabalhava como costureira. “Eu acordava meia-noite com crise de ansiedade e ficava tremendo durante o dia. Tinha muita insônia. Cheguei aqui carregada pelo meu marido com um quadro de fibromialgia, problemas de hérnia de disco, além de osteoartrite. Passei a fazer auriculoterapia e até a qualidade do meu sono mudou. Durmo melhor, passaram as tremedeiras e já consigo caminhar naturalmente e sem dor, flexiono meu corpo e minhas mãos, que tinham um dedo em gatilho e agora está normal. Não precisei mais ir para à emergência da UPA e reduzi bastante os anti-inflamatórios, que segundo os exames, estavam me deixando com oxalato de cálcio, formando cálculos nos rins. É maravilhoso esse trabalho feito por estas profissionais, é maravilhoso o trabalho de Gilvânia. Só tenho a agradecer”, afirmou Tereza Cristina.

De acordo com Janete Silva, o café-da-manhã organizado pela gestão da unidade foi importante para reunir a primeira turma do projeto e celebrar os expressivos resultados alcançados, a partir do trabalho com a auriculoterapia. A celebração, que encerrou a semana de atividades, contou também com roda de diálogo sobre violência contra a mulher, conduzida pela psicóloga Nayara Oliveira, da Secretaria Executiva da Mulher do Paulista.

Fotos: Cátia Oliveira/ SESAU

 

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