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Em comunidade no bairro do Janga, Ação Àṣẹ Porã: Cidadania & Saúde nos Terreiros ofertou diversos serviços à população

Com o objetivo de garantir direitos, facilitando o acesso da comunidade a serviços de saúde e cidadania – com foco na desconstrução de preconceitos e contra a violência religiosa, a Prefeitura do Paulista promoveu mais uma edição do Àṣẹ Porã: Cidadania & Saúde nos Terreiros 2025, desta vez, realizada na ultima quinta-feira (31), das 9h às 16h, na Casa de Jurema Axé Tanidé, no Janga, com a oferta de variados serviços de saúde e cidadania. A ação disponibilizou exames de mamografia, citológico, exame de esquistossomose, vacina humana para hepatite, tétano, gripe e Covid-19 (para pessoas 60+). Foram realizadas aferição de pressão, distribuição de kits de saúde bucal, vacinação antirrábica e teste de leishmaniose para cães.

A comunidade contou ainda com emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Autismo (CIPTEA), orientações jurídicas e de direitos humanos sobre o Cadastro Único (CadÚnico), VEM Livre Acesso, emissão da 1ª via do documento de identidade, e a Diretoria LGBTQIAPN+ esteve presente recebendo documentação para requalificação do nome civil.

Para Andréa Melo, da Coordenação de Saúde da População Negra, vinculada à Superintendência de Políticas Estratégicas da Secretaria de Saúde do Paulista, o evento abre portas para a comunidade poder  acessar novas percepções a respeito do papel dos terreiros. “A importância da prefeitura realizar esse evento é justamente mostrar para as pessoas esse espaço chamado de terreiro, desmistificando muitos preconceitos em relação às religiões de matriz africana. A gente quer que as pessoas compreendam que o terreiro, além de ser um espaço de resistência cultural, um espaço de religiosidade, pode ser um espaço aberto para servir à população como hoje, por exemplo, que trouxemos uma oferta grande de serviços para o público em geral”, explicou a coordenadora.

De acordo com o superintendente de Direitos Humanos da Secretaria de Desenvolvimento Social, Políticas Sobre Drogas e Direitos Humanos do município, Kleber Pyrrho, o objetivo principal é promover a garantia de direitos para um público que, muitas vezes, tem dificuldade de acesso, e combater violações, assim como qualquer tipo de violência, buscando, ao mesmo tempo, facilitar esse acesso aos serviços de saúde e cidadania. “Por meio dos terreiros com vistas a combater qualquer tipo de intolerância, racismo, preconceito, além de discriminação, desconstruindo também as intolerâncias religiosas que a gente vem observando muito. Então, é uma satisfação muito grande e um compromisso da gestão, fazer com que as pessoas tenham acesso a direitos, se sintam acolhidas e tenham um atendimento humanizado em um espaço aberto à comunidade”, afirmou o superintendente.

A yalorixá Elisabeth Caroline Ferreira Pedrozo, dirigente do Casa de Jurema Axé Tanidé, felicitou a ação revelando a procura de várias pessoas da comunidade pela casa, para a realização de atividades culturais e educativas após ações de saúde e cidadania realizadas anteriormente. “A gente percebeu que a partir do primeiro evento que aconteceu, as pessoas começaram a nos procurar mais, para saber quando iria acontecer o próximo, saber o que existia, aqui na casa, se iria haver novas ações, se tinha cursos de percussão. Perguntaram se poderia fazer algum evento aqui, algum minicurso, algumas aulas, porque passaram a ver que o terreiro também tem portas abertas. E quando fomos procurados para essa segunda edição de 2025, ficamos super animados”, contou a yalorixá.

Dona Maria Auxiliadora da Silva Costa, de 80 anos, foi uma das moradoras do bairro que veio conferir de perto a ação, aproveitando os serviços ofertados. Ela recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e elogiou a iniciativa.  “É muito bom esse tipo de ação. Já vacinei chiquinho, o meu cãozinho, agendei o exame pra saber se ainda tenho esquistossomose, porque já tive no passado, e estou aguardando pra fazer colposcopia. Só não fiz a mamografia por causa da idade, que não permitiram, somente com autorização médica, não fosse isso, também teria feito”, afirmou Maria Auxiliadora, animada com os serviços oferecidos.

A iniciativa contou ainda com explanação sobre violência contra mulher, a cargo da psicóloga da Secretaria Executiva da Mulher do Paulista, Nayara Oliveira, e sobre  direitos e violência contra a pessoa idosa, a cargo de Joel Ferreira, representante da Diretoria da Pessoa Idosa, vinculada à Superintendência de Direitos Humanos.

Fotos: Cátia Oliveira – SESAU

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